A esposa que traia

Bem vindos ao meu blog! Nele eu irei escrever sobre alguns casos meus e de amigos na profissão que presenciei e me relataram através dos anos. Espero que gostem!

Marcus Osborne estava sentado na cadeira do escritório, com os pés apoiados em cima da mesa. Ele refletiu que, se alguém viesse ao meu escritório naquele momento, pensaria que eu era o epítome do detetive particular feliz e capaz – e ele não estaria muito longe da verdade.

Osborne tinha trinta e poucos anos, pouco mais de um metro e oitenta, com traços clássicos fortes e cabelos pretos e grossos. Ele sabia que era um homem bonito. Depois de três anos no negócio, sua agência de detetives particulares tinha uma boa reputação na cidade. Ele era solteiro e apaixonado. A única desvantagem dessa imagem era que o objeto de seus sentimentos era uma mulher casada.

Três batidas na porta do escritório o trouxeram de volta à realidade. “Entre”, disse ele, tirando os pés da mesa.

Um homem esbelto de meia-idade, com cabelos ralos e óculos sem aro, vestido com um terno caro, abriu a porta e entrou. O detetive levantou-se de trás de sua mesa e apertou a mão do recém-chegado.

“Por favor, sente-se. Sou Marcus Osborne, diretor da agência. O que posso fazer para você?” Ele disse isso com uma expressão meio ansiosa que havia praticado no espelho muitas vezes.

“Meu nome é Harold Jones.” Ele falou em voz baixa. “Você foi altamente recomendado para mim. Tenho um assunto muito delicado para discutir e ouvi dizer que sua agência é muito discreta.

Osborne reconheceu as palavras com uma modesta inclinação de cabeça.

Continua amanhã!

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/profissoes-futuro/detetive-particular.htm